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15 de dez. de 2015

Quando eu encontrar a chave

Sinto falta de ar, um terrível sufoco de sentimentos. Eu não me sinto livre, mas sim presa em uma gaiola da qual eu não sei se acho a chave para abri-la, se tento sair deformando as grades ou continuo la dentro mesmo. Mas essa última, não me parece uma boa opção. Eu não sou uma pessoa que prefere o conforto ao invés de se ariscar. Sou totalmente ao contrário. Gosto de desafios e sou muito persistente no que eu faço e acredito.

 

O problema é essa minha ansiedade de querer que as coisas aconteça em um estralo. Tenho medo de não estar no caminho certo e estiver perdendo meu tempo. Se bem, não existe caminho errado e viver não é perder tempo. Cada um tem o seu destino traçado. 


Como eu vou saber o caminho? É fácil Beatriz, mergulhe fundo no seu próprio coração e mentalize o que você quer pra sua vida, não tem erro. Agora que você sabe o roteiro bora fazer o filme. Vá atrás do que quer. LUTE! Se acreditar em si, uma força intensa te guiará até a chave e você poderá, enfim, abrir a gaiola e se libertar.

31 de ago. de 2015

Um estranho que um dia eu tanto conheci

A pessoa que eu tanto conheci um dia, estava a alguns metros de mim, na mesma sala. A pessoa que eu tanto compartilhei a minha vida. A pessoa que eu procurava quando as coisas parecia não fazer mais sentido. A pessoa que me entendia. A pessoa que gostava das mesmas músicas que eu. A pessoa que ria e chorava comigo. A pessoa que eu contava meus segredos. A pessoa que dizia nunca me abandonar. A pessoa no qual eu jurava nunca me separar. 


Estava bem ali e, era como se eu não a reconhecesse mais. Já  não tínhamos o que falar uma com a outra, e nem eramos mais tão amigas. Ela tinha novos amigos e eu também. Eu achei que tinha perdido uma amizade, mas eu só tinha dado lugar para novas pessoas na minha vida. E não foi culpa sua, nem de ninguém. As coisas mudam, as pessoas mudam, e com o tempo as amizades também mudam. É uma questão de adaptação, de crescer e tentar se encontrar.